10 janeiro, 2011

Marca(dor)

Seria mais fácil existir apenas em algum livro, meu corpo está pedindo as contas. Todo mundo comete erros, eu sei – mas, você nunca será um dos meus. Parece que sou melhor em partir, quando partir não é a melhor coisa, e sendo assim todos culpam minhas reticências. Eu só quero ser o bastante.

Já estou confundindo a primavera com o inverno, só não devia ser assim tão de repente. Algumas coisas simplesmente não podem esperar então me resta continuar fazendo o meu papel. Talvez só precise engolir esses soluços na minha garganta, mastigar o medo e ignorar as lágrimas que estão suspensas em meus olhos. Borracha também deveria servir como algum tipo de “alivio já” para as pessoas.

Eu caí na promessa de uma vida com propósito, agora vejo que isso é impossível. As pessoas me perguntam meu nome e eu pergunto as horas. Não era pra ser assim tão complicado, mas minhas mãos já não são mais capazes de me sustentar. É tão banal, tão clichê, tão cômodo que prefiro ler. Não me interrompa, por favor.


3 comentários :

. pamela moreno santiago disse...

nossa. profundo.

Stéffani Priscila Rocco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tod(as) palavras disse...

sempre teus textos são intensos...