09 setembro, 2012

Mesmo assim

Já não me preocupo com desculpas e nem se deveria comprar meias novas. Vai chegar um momento que a vida não vai ser tão interessante e no seu playlist a mesma música que te fez pegar no sono vai te fazer acordar. Quando não existir mais vontade de encontrar as pessoas será porque você se encontrou - mesmo que estropiado e mal pago - ainda assim você poderá acertar as contas com todas aquelas perspectivas de futuro prometido.

Nenhuma conversa sincera te fará desistir de assistir pela enésima vez seu desenho favorito, nenhuma receita será capaz de te consertar, nenhum demônio vai te ver como lucro. É assim, no breu de tudo, no desespero ingênuo que conhecemos quem realmente podemos ser. E apesar da merda toda, não conseguimos desistir do dia após o outro e nem de repetir miojo no lanche da tarde.

O segredo é se ignorar até perceber que isso é errado, o mundo lá fora não se importa com o que está se passando aí dentro. Fato consumado. Todos aqueles depois vão exigir calendário, não dá pra se mudar do que se sente, não dá pra encaixotar o coração e mandar pra alguma campanha de afeto.

Não há motivo nenhum para você passar por tudo isso a não ser você mesmo. Somos responsáveis por ter estagnado aqui, mas podemos fazer recomeços. Só que dessa vez, talvez se nos preocupássemos mais em como queremos que termine o meio não será tão dolorido e nem abandonado.

Mesmo se você se sentir esquecido,
Não se esqueça de lembrar o porquê isso nunca deve acontecer.

3 comentários :

Nina disse...

Indiferença é o pior dos sentimentos que podemos ter por outra pessoa. imagine então por nós mesmos. Cansei de ocultar também o que sinto.
P.S.: Estou ouvindo aqui sua entrevista, cedida ao Jean Piter, um grande amigo meu, do qual sinto muita falta. Parabéns.
Abraços.

Mateus Flach disse...

Meu amor é demais, as palavras tocam mesmo, ainda bem que tenho você ao meu lado para dar completo sentido a vida! Te amo.

Poeta da Colina disse...

"I am the master of my fate:
I am the captain of my soul. " William Ernest Henley