29 setembro, 2013

Tudo como deveria ser

Faz pouco que aprendi o quanto é importante a gente querer viver, deixar se permitir. Sem querer – querendo sorrir – te conheci. Nada foi programado, pouco é analisado, não premeditei sentir nada ou tudo por você, só aconteceu. Provavelmente, você é uma daquelas chances boas. 

O tempo não é problema, não justifique a falta de interesse pelos compromissos do seu relógio, de mim você tem toda a verdade; até meu olhar mais distante é sincero. 
Gosto da tua companhia, das conversas sem promessas e das coincidências que compartilhamos.  Acho que podemos tentar deixar como está, mas também acho que podemos um pouco mais. Uns momentos pra arriscar, umas risadas na madrugada, uma tarde sem se preocupar. Apesar de sermos diferentes sinto que isso não faz diferença. 

Sei que posso te fazer se sentir melhor, quero poder fazer isso. E independente da vontade ou da minha saudade até a sua amizade é motivo pra um dia bom. Apesar de ser intensa também sei me conter, fiz o mesmo percurso milhões de vezes até decidir o que escrever e concluí que é simples, eu apenas gosto de você. Nada que você vive ou faz parte pode me deixar afastada, se você vier eu encaro o que for preciso.  

Aceito todas as tuas dúvidas, sei lidar com a tua ausência e queria poder te fazer de passado. No entanto, são escolhas perdidas. Prefiro te ter por perto a conviver de lembranças.  Quem sabe nada disso possa dar certo, quem sabe somos só o começo, quem sabe já é fim. Mesmo assim eu continuo aqui e espero que você me ouça: deixa acontecer como deve ser. 

Com carinho e sem pressa;



Encomendado por B.

3 comentários :

Rúbia Gleide disse...

Nem tem o que falar depois de ler esse texto :) Eu me sinto traída, porque ficam contando o que tem no meu coração pra todo mundo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Overture disse...

As confissões de sentimentos são, no mínimo, um bálsamo para a alma, neste mundo de muitas revelações de não sentimento. Essa, por exemplo, faz com que cheguemos a torcer, não sabemos se por ti ou por quem tu descreves. Beijos

Cinthia Souza disse...

As vezes dói se ler, mas é uma dor desejada, uma dor aceita, como se a dor confortasse a falta. Amei me ler :-)